6 de out. de 2009

[Artigo] O jogo e a pedagogia da escola


MARQUES , Thiago Alex Sandro

Resumo

De modo geral, o papel educativo atribuído ao jogo refere-se quase que exclusivamente ao atributo utilitário que se percebe na atividade lúdica. Nesse caso, os alunos envolvidos pelo clima do jogo, prestam-se a realizar tarefas escolares que, de outra forma, por exemplo, em sala de aula não realizariam. O aumento da conscientização da necessidade de incentivar e desenvolver o espírito de cooperação, de participação numa comunidade, vem transformando profundamente o estilo de se trabalhar em grupo.Bem administrado, o jogo a esse fim, desde que a situação lúdica não fique comprometida.


Abstract

In general way, the educative paper attributed to the game is mentioned almost that exclusively to the utilitarian attribute that if it perceives in the playful activity. In this in case that, the involved pupils for the climate of the game, are useful to carry through it pertaining to school tasks that, de.outra.forma, for example, in classroom would not carry through. The increase of the awareness of the necessity to stimulate and to develop the cooperation spirit, of participation in a community, comes deeply transforming the style of if working in group.Well managed, the game to this end, since that the playful situation is not engaged.


Introdução

Um componente freqüentemente negligenciado pela escola, e que não tem a ver exclusivamente com o jogo, diz respeito a uma certa posição bastante tradicionalista da educação. Além disso, não se vê sentido em ver o jogo, quando se trata de discuti-lo na educação, de forma isolada, mas sim, no contexto educacional de modo geral.
Para a escola, o ato de aprender é bastante diferente daquele que significa aprender em outras situações de vida. A escola pouco se preocupa com o significado dos conteúdos. De modo geral, acredita-se que um aluno, diante de alguma coisa a aprender, tem apenas que assimilar aquilo, não importando o significado que possua, onde ou quando vai se utilizar daquele conhecimento, ou se aquele conhecimento vai se manter, e assim por diante. Dessa forma, a escola preocupa-se com uma parte apenas da aprendizagem, o inicio, mas não com o que pode ocorrer em seguida. E é aqui que entra aspectos bastante interessantes do jogo como educação:
- O jogo ajuda a não deixar esquecer o que foi aprendido. Se um conhecimento recém adquirido não for solicitado por algum tempo, tenderá a se atrofiar.Porém, observando as crianças pequenas, notamos que, assim que conquistam algum conhecimento, alguma nova habilidade, imediatamente passam a repeti-lo, e fazem isso à exaustão, mostrando farto prazer nessa atitude.
- O jogo faz a manutenção do que foi aprendido.Portanto, quando jogamos, fazemos repetir, de forma circular, as coisas que já conhecemos num outro plano, mesmo que isso remota para outros conhecimentos.Essa repetição sistemática garante a integridade dos conhecimentos adquiridos.Caso não houvesse essa repetição, os conhecimentos poderiam deteriorar-se.
- O jogo aperfeiçoa o que foi aprendido.Sempre que o conteúdo de um jogo são as coisas que aprendemos numa determinada situação, a repetição sistemática do jogo inevitavelmente aperfeiçoa as habilidades adquiridas e envolvidas nele, por que essa circularidade facilita o exercício.E assim se passa com todas as coisas que repetimos.


Segundo MACEDO de Lino (1994, p.16)
...Quando uma criança aprende a engatinhar, seus esforços de regulação concentram-se nessa difícil arte de coordenar braços, pernas e outras partes do corpo, de maneira que esse movimento (minimamente ajustado no espaço de suas posturas e no tempo de suas mudanças de estado) possa ocorrer.Nesta fase, vê-se que todos os esforços da criança concentram-se no aprender a engatinhar. E mal ela o consegue, volta-se para os “novos” objetos ( uma mãe que teima em se afastar dela, um cachorrinho, uma bola interessante, mas distante etc.), utilizando o engatinhar como instrumento de aproximação ou afastamento.

As atividades que privilegiam os aspectos cooperativos são importantes por contribuírem para o desenvolvimento do sentido de pertencer a um grupo, para a formação de pessoas conscientes de sua responsabilidade social, pois trabalham respeito, fraternidade e solidariedade de forma lúdica e altamente compensatória, levando a perceber a interdependência entre todas as criaturas. Nelas, ninguém perde, ninguém é isolado ou rejeitado porque falhou. Quando há cooperação todos ganham, baseados num sistema de ajuda mútua.
O jogo na infância tem por objetivo a formação do caráter, a futura adaptação social da criança e o desenvolvimento motor.O jogo organizado e cooperativo constitui o melhor método para isso.Apesar de a liberdade ser restrito, o jogo educativo é a fonte eficiente de adquirir hábitos morais.
Portanto, somente a combinação e integração das diferentes Competências pessoais e coletivas, num contexto de profunda cooperação, é que poderá gerar soluções criativas e capazes de atender as necessidades atuais e as das gerações futuras. Nesse sentido, impõe-se o desenvolvimento de uma Pedagogia para a Cooperação na qual os Jogos Cooperativos têm importância fundamental.


Considerações Finais

Não é só a escola que se assusta com a atividade lúdica dos alunos, os pais também se descontrolam muitas vezes diante da compulsão por brincar de seus filhos.Portanto, não esperemos que a escola, em sua estrutura atual, contemple com boa vontade a idéia de acolher o jogo, ou como conteúdo de ensino, ou como recurso pedagógico educacional.Talvez não haja uma consciência clara por parte da escola quanto ao caráter patico do jogo, mas certamente há uma intuição, pelo menos, baseada na observação pura e simples de crianças brincando, quanto aos riscos implicados no ato de jogar.Tanto é que se instala um verdadeiro pavor por parte dos professores de salas de aula quando recebem a incumbência de ministrar aulas de Educação Física.
O simples fato de as crianças saírem da sala de aula para o pátio torna-as incontroláveis para os procedimentos habituais utilizados pelas professoras para manter a disciplina.Esse é, portanto, um dos motivos que fazem o jogo ser ausente da pedagogia escolar quase sempre.

Referências Bibliográficas

FREIRE, João Batista.O Jogo entre o riso e o choro.Campinas, SP: Autores associados, 2002, 121.

FERREIRA, Vanja. Educação Física Recreação, Jogos e Desportos.Rio de Janeiro: Sprint, 2003, 132.

3 de out. de 2009

Bullyng

Bullyng são todas as formas de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ridicularizam o outro. Atitudes como comentários maldosos, apelidos ou gracinhas que caracterizam alguém, e outras formas que causam dor e angustia, e executados dentro de uma relação desigual de poder que são características essenciais que tornam possível a intimidação da vitima.

Relato:
Todos os dias a mesma situação: ao adentrar a sala de aula, alguns garotos iniciavam:
- Gorduchoooo! Gorduchooooo! Gorduchooooo!
E não parava por ai, não raro era agredido fisicamente. A vergonha, o medo e a insegurança lhe impediam de denunciar os algozes à diretoria. Com isso vivia sem amigos, relegado ao desprezo e sem a interação com os demais colegas de classe seu rendimento escolar era pífio. Sua mãe, percebendo que algo andava errado com o filho, procurou auxílio psicológico, porquanto o garoto andava ansioso em demasia, não querendo ir a escola e urinando na roupa, embora já contasse 8 anos.Esse garoto era vítima de bullyng.

Quem nunca presenciou alguém humilhando, constrangendo, ridicularizando alguém em público? O que para muitos é brincadeira ingênua que seduz a turma fazendo brotar gargalhadas, para a vítima do bullyng é um terrível pesadelo, que não raro o faz se isolar, sentindo-se a pior das criaturas.