24 de jun. de 2011

"O ainda imperfeito vaso de barro"

O vaso precisa ser feito e/ou refeito pelas mãos do oleiro, mas a sua utilização também é importantíssima.

No seu vaso há um recipiente? Se houver, é nele que se estabelecerá o que alí será depositado. Se não houver, ele poderá permanecer intacto, mas não terá utilidade, porém, cuidado com o que alí será depositado, porque à partir de então, ele poderá ser quebrado, e só o próprio oleiro dirá se ele será ou não reconstruído.

Ao recipiente pertencente ao vaso, caberá receber boas obras, e estendê-las aos necessitados de espírito. Não reter para sí o que se recebe, é acreditar no que se crê, numa verdadeira e benevolente compaixão.

Ao barro, que reveste um vaso, deve ser agregado valores e princípios, já estabelecidos, que na qual já nasceu pelo amor de quem o fez. O amor é a origem para o grande projeto, para a esperada mudança, ou a dor...

Este oleiro a quem servimos não constrói/reconstrói vasos somente para sua aparência ser apreciada. A idealização passa por algo maior, pois assim como o primeiro vaso foi moldado, este mesmo servirá de modelo e exemplo para futuros outros.

O trabalhar do oleiro é constante. Sempre há retoques a serem feitos, logo não há perfeição no vaso depois de ganhar forma. 

O vaso só deixará de ser de barro quando o mesmo herdar a temperatura da eternidade.  Aqui, no atual mundo, a temperatura tem se alterado, e muitos vasos tem sido rachados e quebrados.

Note você também que o vaso não é de areia, como também não foi feito como uma terra de rochas. Chegará o momento em que será tarde pra se escolher entre a rocha e a areia, que molhada se torna uma lama.

Não há nada puro, assim como a água, onde não há água pura, quer seje pela presença dos simples sais minerais nelas contidos, ou mesmo pelas impurezas, porém sua fonte é sempre pura.

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